Neuropatia óptica  – Você já ouviu falar desta doença ocular? 

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A neuropatia óptica é uma condição que afeta o nervo óptico, uma estrutura de grande importância que é responsável por transmitir informações visuais captadas pela retina para o cérebro. Dessa maneira, processa-se a nossa visão.

No entanto, quando o nervo óptico é danificado, estamos sujeitos à perda de visão, que pode ser parcial ou total, dependendo da gravidade. Isso ocorre de maneira gradativa ou total, mas de forma irreversível.

Existem diferentes tipos de neuropatia óptica, cada um com características distintas. Entre eles pode-se citar neuropatia óptica isquêmica, neuropatia óptica hereditária e neuropatia óptica tóxica. Neste artigo, vamos diferenciá-los e compreender suas causas, sintomas, diagnóstico e tratamento.

Causas da neuropatia óptica 

Representação do sistema visual em vetor.

São várias as causas da neuropatia óptica e elas podem variar dependendo do tipo específico da condição:

  1. Neuropatia óptica isquêmica (NOI) – causada por falta de fluxo sanguíneo para o nervo óptico, sendo dividida em:
  • Anterior (NOIA): mais comum, associada a fatores vasculares como hipertensão e diabetes;
  • Posterior (NOIP): menos frequente, relacionada a problemas de circulação na região posterior do nervo.
  1. Neuropatia óptica inflamatória (Neurite Óptica) – frequentemente ligada a doenças autoimunes, como a esclerose múltipla.
  1. Neuropatia óptica tóxica/nutricional – causada por deficiências nutricionais como, por exemplo, falta de vitamina B12, ou exposição a substâncias tóxicas como álcool, tabaco, metanol.
  1. Neuropatia óptica hereditária (Doença de Leber) – condição genética que leva à perda progressiva da visão.
  1. Neuropatia óptica compressiva – ocorre quando tumores ou outras massas pressionam o nervo óptico.

Sintomas da neuropatia óptica 

Os sintomas podem variar conforme a causa, mas os mais comuns incluem:

  • Perda súbita ou gradual da visão em um ou ambos os olhos; 
  • Visão turva ou escurecida;
  • Dificuldade em perceber cores (especialmente vermelho e verde);
  • Sensibilidade à luz (fotofobia);
  • Dor ao movimentar os olhos (comum na neurite óptica).

Como é feito o diagnóstico da condição? 

Imagem de um olho em alograma representando os exames atuais que podem ser feitos para identificar Retinopatia Óptica.

O diagnóstico é feito por meio de:

  • Exame oftalmológico completo – avaliação da acuidade visual, campo visual e fundo de olho); 
  • Campimetria –  exame que estima e analisa o campo visual;
  • Ressonância magnética (RM) – para detectar inflamações ou compressões; 
  • Testes de sangue – identificam causas como deficiências nutricionais ou doenças autoimunes; 
  • Eletrofisiologia (como o PEV – Potencial Evocado Visual) – avalia a função do nervo óptico.

Qual é o tratamento possível?

O tratamento da neuropatia óptica depende da causa:

  • NOI – controlar fatores de risco da hipertensão e diabetes, além disso, em alguns casos, usar vasodilatadores;
  • Neurite óptica – usar corticosteroides para reduzir a inflamação; 
  • Deficiências nutricionais – fazer uso de suplementação, como as vitaminas do complexo B; 
  • Neuropatia hereditária – condição ainda sem cura, mas pesquisas com terapia genética estão em andamento;
  • Casos compressivos – a cirurgia é necessária para remover tumores ou massas.
Imagem de mãos humanas segurando um vidro de medicações do qual é retirado um comprimido para tratar Neuropatia Óptica.

Existem formas de prevenção? 

Algumas medidas preventivas podem reduzir o risco de desenvolver a doença ocular: 

  • Controlar doenças crônicas (diabetes, hipertensão); 
  • Evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco; 
  • Manter uma dieta balanceada, rica em vitaminas e antioxidantes.

Importante destacar que a neuropatia óptica é uma condição séria que pode levar à perda permanente da visão se não tratada adequadamente. Por isso, o diagnóstico precoce e o manejo correto da sua causa são essenciais para preservar a função visual do paciente. Sendo assim, pessoas que apresentam os sintomas mencionados acima devem procurar seu oftalmologista imediatamente para avaliação e tratamento adequados.

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