Saúde ocular na primavera

Compartilhe nas Redes:

Cada estação do ano traz consigo fatores que poderão interferir de várias maneiras em nosso cotidiano, na nossa disposição, no nosso estado de espírito e também no nosso organismo. É comum que cada uma delas afete nossa saúde de alguma forma. E isso também inclui a saúde ocular. Pessoas alérgicas, por exemplo, podem sentir uma série de sintomas incômodos nos olhos.

Estamos na primavera! Estação esta que traz consigo uma série de desafios à nossa saúde, principalmente para quem sofre com doenças oculares. Isso porque esta estação propicia o aparecimento de problemas alérgicos como bronquite, asma e rinite, doenças que podem aparecer associadas à conjuntivite alérgica, ao olho seco e, inclusive, ao ceratocone. Vermelhidão nos olhos, lacrimejamento, coceira e sensação de queimação são apenas algumas das reclamações mais comuns nessa época do ano. 

Como fica a saúde ocular na primavera?

A combinação de alérgenos no ar e a exposição ao vento podem agravar os sintomas das doenças oculares causando desconforto geral e prejudicando a qualidade de vida das pessoas por elas afetadas. O grupo de risco inclui aqueles com histórico de alergias sazonais, os que permanecem em ambientes com aquecimento e os profissionais que ficam longos períodos frente às telas. Incluem-se também quem faz uso regular de certos medicamentos os quais podem influenciar a produção de lágrimas e agravar os sintomas oculares. 

Bonito jovem negro, sentado frente à sua mesa de trabalho em um escritório, coça os olhos levantando os óculos com as pontas dos dedos. 
Coceira intensa é um dos sintomas de doenças que prejudicam a saúde ocular.

As doenças mais comuns na primavera são: 

  • Conjuntivite alérgica:  é a inflamação da conjuntiva, a membrana que reveste a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. Ocorre devido à exposição a substâncias que podem causar alergia e à maior concentração de poeira e ácaros no ar, levando ao surgimento de vermelhidão, coceira intensa no olho, dor, inchaço, ou produção excessiva de lágrimas; 
  • Olho seco: é comum que pessoas que sofrem desta condição enfrentem maiores dificuldades durante a primavera, embora ela também possa atingir os olhos em outras estações do ano. Ocorre quando os olhos não produzem lágrimas suficientes ou quando elas evaporam rapidamente, resultando em desconforto e irritação nos olhos. Devido à instabilidade da umidade relativa do ar, presente nessa época, sintomas como coceira, vermelhidão, ardor também são comuns;
  • Ceratocone:  doença ocular caracterizada por uma deformação da córnea, a camada transparente em frente da íris e da pupila, fazendo com que se torne irregular e com formato de um cone. O problema costuma se agravar ainda mais na primavera devido ao ato de coçar constantemente os olhos.  Não resistir à coceira ocular pode levar a essa alteração na espessura e curvatura da córnea. 
Uma das doenças oculares que afetam nossa saúde ocular na primavera é o ceratocone. Na imagem, vê-se o close de um olho claro que apresenta a condição.

Prevenção contra os incômodos oculares próprios da estação

A prevenção e o tratamento adequado são fundamentais para lidar com as doenças oculares típicas da primavera. Algumas ações que podem ajudar são:

  • Evitar coçar os olhos:  coçar os olhos, quando estão irritados, pode piorar ainda mais a situação e aumentar o risco de infecções. Aplique compressas frias ou colírios lubrificantes recomendados pelo oftalmologista para aliviar os sintomas;
  • Manter a higiene pessoal e limpeza do ambiente: evite esfregar os olhos com as mãos sujas e mantenha o ambiente livre de poeira e ácaros. Tais medidas podem ajudar a reduzir a exposição a alérgenos e a prevenir reações alérgicas; 
  • Usar óculos de sol: o uso de óculos de sol com proteção contra os raios UV ajuda a bloquear o pólen e reduzir a irritação ocular. Além disso, protegem os olhos dos efeitos nocivos da exposição prolongada ao sol; 
Lindo casal jovem, com roupas primaveris, passeiam de mãos dadas em um parque com muitas árvores. Ambos protegem sua saúde ocular usando óculos de sol - ele- e chapéu - ela.
  • Consultar um médico oftalmologista: é essencial buscar orientação médica sempre que houver algum tipo de desconforto ocular, especialmente se você é portador de doenças oculares crônicas ou tem sintomas persistentes; 
  • Seguir o tratamento prescrito: é importante seguir rigorosamente o tratamento recomendado pelo médico oftalmologista. Ele é o profissional que fará o diagnóstico e  indicará a medicação adequada, que pode incluir o uso de colírios, medicamentos orais ou terapias específicas.

Certamente a primavera apresenta desafios para a saúde ocular, porém é possível minimizar o impacto dessas condições nos olhos por meio da devida prevenção e tratamento. Por isso, buscar ajuda médica especializada é fundamental, especialmente se houver sintomas persistentes. 

Dra. Cristiane Bins: a sua referência de Oftalmologia em Porto Alegre!       

Sempre que você tiver dúvidas sobre a sua visão ou se aparecer alguma alteração visual, como manchas, sensibilidade à luz ou baixa visão repentina, é importante que você procure o seu médico oftalmologista.

A Dra. Cristiane Bins é Oftalmologista e Especialista em Cirurgia Plástica Ocular e, se estiver na Zona Sul de Porto Alegre, pode contar com os seus serviços. Clique aqui para marcar uma consulta.

Cristiane Araujo Bins - Doctoralia.com.br

Continue se Informando

Veja Mais Novidades:

Homem maduro com bigode grisalho e usando um par de óculos de grau preto.

DMRI após os 50 anos: os perigos ocultos para a visão central. 

Após os 50 anos, as consultas oftalmológicas regulares são fundamentais. Por meio delas, é possível detectar afecções como glaucoma, retinopatia diabética e  degeneração macular relacionada à idade (DMRI). 
Além disso, não só alterações funcionais – como presbiopia e catarata – são detectáveis, como também pode-se investigar a relação existente entre a saúde ocular e algumas doenças sistêmicas – como hipertensão e diabete, por exemplo.

50 anos e a importância da consulta oftalmológica com o avanço da idade

Com o avanço da idade, o corpo humano passa por transformações naturais que afetam todos os órgãos, e os olhos não são exceção. A partir dos 50 anos, o risco de desenvolver doenças oculares aumenta significativamente, muitas delas silenciosas em seus estágios iniciais. 
Por isso, a consulta oftalmológica periódica deixa de ser um mero check-up e torna-se uma medida essencial para preservar a qualidade de vida e a autonomia do paciente.

Uma turista, parada em uma ponte longa, levanta com a mão direita um mapa. Ela veste camisa jeans, chapéu e mochila.

Glaucoma e viagens: guia prático para pacientes. 

A necessidade de levar medicação para qualquer viagem, por mais curto que seja o período, tira a espontaneidade e adiciona uma camada extra de planejamento que pode ser cansativa. É comum sentir que os frascos de colírio “controlam” sua rotina, gerando ansiedade sobre “e se eu esquecer?”, “e se o frasco quebrar?” ou “e se for barrado na segurança?”. Essa sensação de vigilância constante é um fardo psicológico real que acompanha o tratamento crônico, e é válido reconhecer esse desgaste.

Agende Sua Consulta!