A relação entre a espessura da córnea e a leitura da pressão ocular

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A espessura da córnea tem uma influência direta e significativa na medição da pressão intraocular (PIO), um dos principais fatores de risco para o glaucoma. Entender essa relação é fundamental para um diagnóstico preciso e seguro.  

A espessura corneana central normal, medida pelo exame de paquimetria, geralmente varia entre 470 e 550 micrômetros (µm), sendo a média populacional em torno de 520 a 540 µm. Valores dentro dessa faixa são considerados adequados para que a medição da pressão ocular (PIO) pelos tonômetros seja mais fidedigna. 

No entanto, é importante lembrar que essa é uma média populacional e que a espessura da córnea pode variar com a idade, etnia e características individuais de cada pessoa. Uma córnea mais fina, abaixo de 470 µm, tende a subestimar a pressão real do olho, enquanto uma córnea mais espessa, acima de 550 µm, pode superestimar essa medida. 

Por isso, conhecer a sua espessura corneana exata é fundamental para que seu oftalmologista faça a correção adequada da pressão intraocular e interprete corretamente o risco de glaucoma

O papel da córnea na medição da pressão 

A maioria dos aparelhos que medem a pressão ocular, os tonômetros, é calibrada para uma espessura corneana “padrão”. Quando a córnea é mais fina que o esperado, o aparelho tende a subestimar a pressão real do olho. Isso significa que uma leitura que parece normal pode, na verdade, estar mascarando uma pressão interna elevada.

Uma córnea mais fina é um fator de risco conhecido para o glaucoma . Em termos práticos, isso quer dizer que, para cada 50 micrômetros (µm) de espessura a menos na córnea, a leitura da pressão pode ser reduzida em cerca de 2,5 mmHg . 

Exame de paquimetria - gráfico que mede a espessura da córnea.

Portanto, uma pressão registrada como 16 mmHg em uma pessoa com córnea fina pode, na realidade, ser de 21 mmHg ou mais.

A importância do exame de paquimetria para medir a espessura da córnea

Para saber com exatidão a espessura da sua córnea e, consequentemente, corrigir a leitura da pressão ocular, o oftalmologista realiza o exame de paquimetria . Este é rápido, indolor e mede a espessura corneana em micrômetros (µm).

A paquimetria é um exame fundamental, principalmente em pacientes com suspeita de glaucoma ou com fatores de risco para a doença, como histórico familiar .

Córnea fina e o diagnóstico do glaucoma 

Ter uma córnea fina não significa, por si só, presença de glaucoma. No entanto, faz com que o oftalmologista precise ter uma atenção redobrada na sua avaliação. Ele não pode confiar apenas no número da pressão intraocular.

O diagnóstico do glaucoma é clínico e se baseia em um conjunto de evidências. Assim, além de ajustar a leitura da pressão com base na espessura da córnea, o especialista avaliará cuidadosamente outros exames, como a avaliação do nervo óptico (para verificar danos estruturais) e o campo visual (para verificar possíveis perdas funcionais) .

Se a córnea for fina, isso aumenta a suspeita e exige um monitoramento mais rigoroso. O objetivo é identificar qualquer alteração no nervo óptico o mais cedo possível, antes mesmo que a visão seja afetada .

Uma córnea fina pode fazer com que a pressão ocular medida pareça mais baixa do que realmente é, o que representa um risco para o diagnóstico tardio do glaucoma . Por isso, o exame de paquimetria é essencial para corrigir essa medida e guiar o médico na decisão sobre a necessidade de tratamento. 

Aparelho pentacan e tela de computador reproduzindo o exame realizado.

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